Eu, às vezes, sou um bocado lenta. Por exemplo, só hoje descobri o Pimenta Negra (ver linque na coluna da direita). O último poste do viriato, autor do blogue, merece toda a nossa atenção: é sobre o branqueamento ecológico.
Não, não é uma nova maneira de obter roupa mais branca por processos amigos da natureza. É antes um modo esperto de poluir, fazendo de conta que não se polui, procurando convencer os consumidores de que até se diminui a poluição e o estado depauperado em que o planeta se encontra. Neste poste, tradução de um artigo de Jade Lindgaard, fala-se, por exemplo, da falácia que são os automóveis eléctricos ou híbridos enquanto viaturas muito mais ecológicas.
É um verdadeiro “abre-olhos”, este poste. A não deixar de ler!


Curto aqueles pedidos, nos hotéis, para não pormos as toalhas para lavar todos os dias, a bem do ambiente.
eu aí acho que que faz sentido, eu sei que para eles não tem nada a ver com o ambiente, note-se. porém, depois q comecei a ver esses pedidos, pus-me a pensar que de facto é um desperdício pôr uma toalha a lavar se só a usámos uma vez e não vamos embora no dia seguinte.
aqui há tempos vi um doc na televisão sobre a falta e o desperdício de água. confesso que agora há montes de coisas onde me causa algum engulho gastar e ver gastar água potável. exemplos:sanita, lavar louça, tomar banho, lavar o carro e montes de outras situações em que a água não TEM que ser POTÁVEL. infelizmente, por cá ainda não há grandes alternativas… mas há-de haver, espero.
nesse documentário, uma das últimas frase era: há pessoas que enchem a piscina com água potável. bateu-me como uma pedrada (atenção que eu não tenho piscina:), tenho rio seco, ihih).
Interessante post!
Gostava contudo de ressalvar que as tecnologias baseadas no uso de Hidrogénio (exemplo que conheço melhor) são de facto amigas do ambiente, reduzem drásticamente a emissão de dióxido de carbono e diminuem o efeito de estufa. Elas não são um embuste. O que me parece sim um embuste é a promoção do consumismo verde assim como o preço exorbitante dos produtos “verdes” relativamente aos outros mais convencionais.
Descobri com espanto e tristeza que o mesmo se passa com o comércio justo. Li recentemente um artigo no Monde Diplomatique que denunciava a chantagem que é actualmente execercida sobre os consumidores para comprarem produtos provenientes do comércio justo. Na verdade, paga-se um pouco mais ao agricultor e fica-se com o caminho livre para cobrar uma exorbitância ao consumidor.