Foto de Pyrenaica
É que se tivessem sido só as papoilas, ou só o alecrim, o poejo, a esteva, o tomilho, o orégão, a lavanda e o “carrasco”, eu já teria ficado absolutamente encantada. Mas não, foi tudo isso e mais os “choussos” e o persistente cheiro a orégãos durante quiilómetros e quilómetros, substituído a seguir pelo do caril, do tomilho ou da esteva. E estas plantinhas de que falo, atenção, estavam distribuídas “à molhada”, havia quatrocentas por metro quadrado, no mínimo. Enfim, foi a caminhada mais aromática que alguma vez fiz e uma das mais coloridas. Um verdadeiro prazer para os sentidos, que nem os pastorinhos conseguiram estragar.
Mus amigos, se puderem vão já a correr à Serra de Aire, ao sítio onde nos dão umas informções sobre pegadas dos dinossauros. Ignorem isso, por agora, e metam-se mas é monte acima (em segurança, está claro) que não se arrependerão. Mas tem que ser rapidamente, que isto da papoilas consta que dura pouco tempo, mas vale a pena viver só para ver os campos cheios delas e morrer a seguir.


moça, caril? como? da esteva ainda entendo!
então sempre valeu a pena! porreiro pá. e picos, não queres vir?
eu disse que cheirava a caril, não disse que havia uma planta de caril… picos? já te respondi.