E pronto, foi nisto que deu o maio de 68, a Revolução dos Cravos, o “make love not war” e por aí fora:
Recebo diariamente “mails” de gente indignada com o preço dos combustíveis, com a presença de itens estranhos nas facturas da EDP, a pedirem-me para assinar petições, a informarem-me de que antigos políticos têm profissões empresariais e ordenados condicentes, a pedirem para me vestir de luto para a semana, a mandarem “cartoons” sobre a desumanidade do regime político chinês e outras coisas assim.
Já estou farta de receber estas tretas.
É que recebo os mesmos convites à indignação, à revolta, muitas vezes repetidamente das mesmas pessoas ou de outras, e eu até compreendo que as pessoas estão indignadas e revoltadas, mas… parece que o máximo de que somos capazes, na nossa fúria (?) é de fazer “forward”. É que este “forward” afigura-se-me ter pouco futuro como revolução, é, até, um mau nome para a coisa.
Mudar as coisas está nas nossas mãos (já sei, com 39 anos já não devia dizer estas coisas), mas será necessário levantarmo-nos da frente do computador e fazermos coisas a sério. Sei lá, consumir menos, consumir melhor, pedir o livro de reclamações, boicotar a galp e as transmissões dos jogos olímpicos de Pequim. Coisas a sério, já nem digo pôr bombas ou pedir o impossível.

Como eu te compreendo! Por essas e por outras abandonei o sindicalismo, por exemplo… Já dei p vários peditórios… Passo a pasta a outros! Bjs