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Archive for Novembro, 2007

Tomai lá 280 milhões…

Alberto João Jardim visto pelo Kaos … de euros dos impostos dos cubanos.

Foi este o número redondo (mais milhão, menos milhão) que os reprensentantes do povo madeirense, ao que parece democraticamente eleitos, distribuíram pelos clubes da região nos últimos dez anos, segundo o Público de hoje.

Curiosamente, quem mais recebeu não foram os clubes e associações pequeninos, aqueles que estimulam a prática de modalidades de que ninguém quer ouvir falar e que, deste modo, incentivam ainda a prática de desporto pelo maior número possível de pessoas. Se assim fosse, eu até ficava contente. É que eu pago impostos, compreendo a sua necessidade e não me importo que eles sejam distribuídos para aumentar a qualidade de vida das pessoas. E esta passa, hoje em dia, também pela possibilidade de praticar desporto: básquete, vólei, hóquei, atletismo, natação, etc.  e não apenas futebol (que eu já quase nem vejo como uma modalidade desportiva, mas mais como um triste espelho das gentes que habitam este país).

Eu até ficava contente. Mas não fico, porque quem mais recebeu foram… os três “grandes” clubes de futebol da ilha do jardim: o Nacional, o Marítimo e o União (não sei os nomes completos, cito o jornal).  Primeiro, como é que há três, 3!, três clubes de futebol num pedaço de terra tão pequeno? Segundo, a que propósito são eles os grandes subsidiados? A lógica do subsídio não é (ou não deveria ser) fomentar aquilo ou aqueles que de outro modo não poderiam sobreviver?

E agora, como se não bastasse, para ajudar à festa, o AJJ resolve oferecer um estádio ao Marítimo (que me parece ser o melhor classificado dos três nas coisas dos futebois, atenção que não falta acento nesta palavra) . Diz o AJJ: tomem lá isto, que é do interesse público. E, plim!, num passe de mágica, o Marítimo ficou com um estádio a custo zero, limpinho e sem osso, parafraseando o famoso filósofo-popular-futebolista-treinador Jaime Pacheco. E isto sem terem que garantir que os putos pobres da ilha iriam ter uma escola de futebol, sem terem que fazer palestras em prol do desportivismo ou sobre os benefícios do desporto para a saúde física e mental das gentes. Sem contrapartidas de espécie alguma. Apenas um “Tomaide!”

Curiosamente, os outros dois clubes e mais os pequenitos todos não se juntaram em coro  a reclamar por uns serem filhos e os outros enteados. Não, nem pensar. É que eles já perceberam como são as regras: quem chora não mama!

p.s. Mais uma vez, noto que o ex-jornal-de-referência não tem uma linha sobre a legitimidade desta oferta…

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Um dos mais bonitos poemas/canções em Língua Portuguesa.
De Marisa Monte e Nando Reis.

Para calar a boca: rícino
Para lavar a roupa: omo
Para viagem longa: jato
Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré
Para a pantalona: nesga
Para pular a onda: litoral
Para o lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã
Para o adidas: o conga nacional
Para o outono: a folha, exclusão
Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário
Para que fiquem prontas: paciência
Para dormir a fronha: madrigal
Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma toca: bobs
Para beber uma coca: drops
Para ferver uma sopa: graus
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café
Para limpar a lousa: apagador
Para o beijo da moça: paladar
Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: melancia
Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado
Para a cama de mola: hóspede
Para trancar bem a porta: cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde
Para a letra torta: pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho
Para quem se afoga: isopor
Para levar na escola: condução
Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho
Para fechar uma aposta: paraninfo
Para quem se comporta: brinde
Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: hipofagin
Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você, o que você gosta:
Diariamente.

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Dias de um fotógrafo

É o nome do blogue do Patologista. Dêem lá uma espreitadela, vale a pena. Já agora, a não perder também a página do fotógrafo Egidio Santos – uma e a mesma pessoa:)

montes-invernadieros.jpg

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Chuva no molhado

8:30 – O que estou eu a fazer aqui? A vender a alma, nada mais, claro. E vou-o fazendo ao longo do dia, de forma absolutamente contrariada e a pensar no que lhe aconteceu – à alma, está bom de ver.

Até aos trinta  dizia para os meus colchetes que o mundo haveria um dia de ser melhor e que eu existia para contribuir para isso. Entretanto, sem dar por isso, comecei a desacreditar. Havia tanto mundo a mostrar a inutilidade da minha esperança. Agora, perdi-a de todo. E o que se faz para preencher esse vazio? O hábito da esperança é difícil de perder. Sai um copo de tinto para esta mesa!

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Qé isto?

Que é isto?

Todas as mulheres na plateia
desabotoaram os vestidos
para mostrar os seios nus
à espera das bocas que voavam
na escuridão da sala
– saliva que morde.

Às vezes para completar a música
falta apenas que os homens e as mulheres
se confundam
no deboche
de um acorde.

José Gomes Ferreira

Eu não posso ver nada! Lembrei-me de afixar aqui este vídeo porque o JMS teve a ideia primeiro, mas não pôs a minha música preferida. Quem quiser saber mais, vá aqui à coluna da direita e clique em Le Partisan. Ficam a conhecer a banda do Blandino e do Nuno e até podem descarregar a maqueta do disco deles para o computador. Se não chegar, vão ao You Tube que há mais por lá.

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Cinco filmes?

O senhor JMS, um desmancha-prazeres por vocação, desafiou-me. Por ser para ele, aqui vai:

O Sétimo Selo, do Ingmar Bergman

A Barreira Invisível, do Terence  Mallick

Algemas de Cristal, do Paul Newman (argumento do Tenesse Wiliams, aliás podia pôr aqui todos os filmes com argumento dele….)

A Noite do Caçador, de Charles Laughton

O Intendente Shanshô, do Kenji Mizoguchi

Mando o repto para:

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No dia 24 de Novembro há uma nova festa: o Dia Sem Compras. Para fazer pensar naquilo que compramos, no porque compramos e na necessidade real que temos do que compramos. E, já agora, no que podemos fazer em vez de comprar.

Para participar, podemos simplesmente não comprar ou então fazer umas partidinhas nas mecas do consumo para pôr os outros todos a pensar… Sugestões de partidinhas aqui, sob os títulos “credit card cut up”, “zombie walk” e “whirl-mart”.

Porque reciclar não basta.

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