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Archive for Fevereiro, 2008

Anúncio de um banco:

” O SEU SONHO É COMPRAR AQUILO QUE SEMPRE QUIS? ”

Resposta: não, por acaso, não é. Por que raio haveria de ser???

Continuação do anúncio:

“Todos temos sonhos. Uma viagem. Trocar de carro. Remodelar a casa. Comprar um sistema de alta-fidelidade.”

Eu:

Eu também tenho sonhos: acabar de pagar o carro ao banco antes dos quarenta, acabar de pagar a casa ao banco antes dos setenta, ter um sistema de segurança social de alta fidelidade. Já agora, uns governantes de alta fidelidade, ser rodeada por pessoas com um sentido crítico de alta fidelidade e com uma capacidade de luta de alta fidelidade por aquilo que é justo para todos.

Anúncio:

“Mas, e se fosse possível realizar, ou melhor, materializar esses sonhos?”

Eu:

Hã? Ah, ainda bem que corrigiram o verbo, o que os senhores (entre muitos outros senhores e senhoras) querem é “materializar”, essa do realizar deve ter sido um lapso da língua publicitária. Seria lixado eu agora pegar neste anúncio e pedir-vos um empréstimo para realizar os meus sonhos.  Nem eu tinha taxa de esforço capaz de aguentar tal pedido, nem os senhores capital de risco suficiente para investir.

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Copio na íntegra:

«Os professores voltaram ontem a sair à rua em protesto com as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues. No Porto, na Praça General Humberto Delgado, estiveram cerca de 400 professores que, empunhando lenços brancos, pediram a demissão da ministra da Educação. “Chega de humilhação, com esta ministra não“, foi a palavra de ordem mais ouvida. A manifestação foi convocada por sms, e-mails e blogues. Nenhuma estrutura sindical esteve oficialmente ligada ao protesto, que surgiu de forma espontânea. Por isso, a PSP identificou alguns dos professores que participaram na manifestação, o que gerou descontentamento junto dos manifestantes. Fonte da PSP do Porto explicou que “o procedimento foi normal“. Como não foi pedida autorização ao governo civil, os agentes “identificaram pessoas que seriam os organizadores” para fazer um relatório a enviar ao Governo Civil. “Tudo normal, sem quaisquer incidentes”, disse a fonte.»

É a lei, dizem. Claro que é a lei, também as Bolas de Berlim e as colheres de pau são a lei. Que se cumpra a lei, pura e dura, que se condenem “exemplementarmente” (implementar de forma exemplar), e se penalizem os autores de tão horrendos crimes. Já se sabia que assim seria, os documentos de Bilderberg preconizam-no. Mas neste caso, como já tinha acontecido em Guimarães, ou na pena de 75 dias a João Serpa, sindicalista, por se ter manifestado junto da empresa onde trabalhava por existirem graves problemas de salários em atraso, o que se procura é calar o som dos protestos, um som que o descontentamento generalizado pode amplificar. Um perigo que tentam evitar e que por isso nós devemos potenciar. Eles receiam as consequências, nós temos de estar decididos a assustá-los ainda mais. Claro que quanto mais acossados se sentirem, mais violentamente vão reagir. Quase que aposto que se estas manifestações continuarem e aumentarem de volume, vamos ver acontecer, surgirem do nada, uns actos mais violentos, uma montra partida, um caixote a arder, uma pedra atirada, e a policia “vai ter de” carregar sobre os manifestantes e fazer uma ou duas detenções. Quando não há motivo, cria-se o motivo, já o vi acontecer e vou certamente ver de novo. A livre manifestação, o direito à indignação, ao protesto, são formas de cidadania, de participação popular, de democracia e de celebração da liberdade. São direitos que não podemos deixar que nos tirem e por isso temos de lutar por eles sempre que seja necessário. Não podemos ceder ao medo que nos querem criar, nem à preguiça da “abovinada” vida quotidiana que nos oferecem, nem à hipnótica televisão. Há gente a sair para a rua em defesa daquilo que considera ser justo. Há muito que todos nós já lá devíamos andar porque razões não nos faltam. Está na hora deste povo acordar, e todos nós somos parte desse povo.” Assinado: Kaos

Título do poste: dois versos de uma música do Sérgio Godinho.

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Sobre este assunto, escreve muito acertadamante o Kaos, homem atilado e de muitos recursos críticos, com quem concordo quase sempre.

Recomendo a leitura de http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/02/uma-questo-de-opes.html

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“Scooter” Eléctrica

Na Troque de Energia.

 Silenciosa, dá para duas pessoas e demora de 4 a 8 horas a a carregar!

Para além desta ideia, há muitas mais neste sítio. Cada vez temos menos desculpas para deixarmos tantas pegadas neste planeta…

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 Anúncio de jornal: “O BES tem uma política social focada no desenvolvimento de uma sociedade assente na igualdade de oportunidades de que se destaca o apoio às crianças e jovens em situação de risco. ” [GARGALHADA DE MÃOS A AGARRAR A BARRIGA E QUASE DE CÓCORAS DE TANTO RIR.]

Sítio do BES: “Superar carências sociais, afectivas e culturais, a par de outras realidades do dia-a-dia dos cidadãos, independentemente de estas serem geradas por falta de oportunidades ou, por exemplo, por injustiças existentes na sociedade, é uma das missões do Grupo Banco Espírito Santo. ” [GARGALHADAS INCONTROLÁVEIS, JÁ COMIGO A REVIRAR-ME NO CHÃO.]

Ena pá, os tipos são mesmo fixolas. E isto é o BES, que por falta de modéstia alardeia estas coisas, mas há-de haver por aí muito banco assim.  Olhem, estou a lembrar-me de outro exemplo, não houve um, aqui há tempos, que até emprestou dinheiro a um tipo que até era filho do dono desse banco ou coisa que o valha e que depois até lhe perdoou a divída? Estão a ver, e nós a julgar que eles só pensavam nas mais-valias e nos accionistas.

Pois é, os bancos estão a mudar. Outro exemplo:  aquela história do euro e meio por levantamento de multibanco NÃO É para aumentar os lucros, é mesmo para desincentivar a gente de ir levantar dinheiro! Os bancos são anti-consumistas, essa é que é essa. E, pensando bem, com esta medida os bancos são até anti-capitalistas, o que eles querem é que deixemos de lhes fazer o favor de depositar o nosso dinheiro nos cofres deles. E ainda nos queixamos!

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E se, no dia dos namorados que os comerciantes e os americanos inventaram, se oferecessem beijos e abraços estreitadinhos aos amores e coisas realmente úteis a quem realmente precisa? Ficávamos todos a ganhar! Menos os comerciantes, claro.

Aqui explica-se onde se podem entregar sapatos usados até 15 de Fevereiro para serem depois oferecidos a instituições de solidariedade social.

Mais uma boa ideia para ajudar a fazer deste mundo um lugar melhor. Vai direitinho para os “sítios úteis”.

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