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Archive for the ‘Areia para os olhos’ Category

Não, não é suficiente. A mistificação é uma arte por lá, ao que parece.

Tudo isto em nome do famoso “interesse nacional”. O que vale é que ainda há jornalistas que não estão lá só a contar medalhas, também contam outras coisas: alguma verdade. com isto é que os governantes chineses não sabem lidar.

Melhor ainda seria se esses jornalistas aproveitassem o facto de estarem lá e tentassem falar mais da verdade que o governo chinês esconde. Meninas em “playback” e fogo de artifício” simulado por computador não é o pior que acontece na China.

Leia-se, por exemplo, ISTO , ou ISTO ou ISTO.

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“A única obrigação moral duma empresa é dar lucro.”

Milton Friedman

Não sei quando isto foi escrito, mas parece-me ter sido escrito hoje de manhã pelos administradores da CGD ou da Galp…
(Via Oeste Bravio, cuja leitura recomendo vivamente, como sempre.)

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Introito

Lembrei-me de Cervantes, porque é contemporâneo ao período de maior apogeu económico e social de Espanha. Após puxar um bocado pela memória e apesar de ter tido alguma dificuldade em termos de consciência, achei que podiamos igualar aquele senhor ao nosso Luis de Camões, que também, verdade seja dita, foi um marco no periodo de maior pujança lusitano.  Não obstante eu opine por outros escritores que melhor souberam retratar a nossa alma desde o primórdio da nossa pátria.

(Moinhos de vento em Consuegra)

(foz do rio Sado com a Serra da Arrábida)

 

Só esta minha opinião, decerto tem cento e cem apoiantes, como outros tanto do contra.

E eu até nem sou grande aficionado de Camões.

Mas estou a desviar-me do que queria aqui comentar. E de facto é aquilo que hoje encontramos no país nosso vizinho, ou como gostam alguns portugueses de chamar, o país de “nuestros hermanos”.

Não sou pró-ibérico, nem sequer tenho intenção alguma vez de colocar em causa a nossa integridade lusitana. Porquê? Porque gosto de ser português.

Mas depois do que vi no último europeu de futebol serviu de mote para escrever qualquer coisa sobre o que nos distingue neste momento do espírito espanhol. E aí sim, sinto que nos estamos a  distanciar, não é pelos pontos que perdemos a correr atrás de uma bola de futebol, ou o tempo perdido à frente do ecrã, mas sim uma certa convicção que move aquela gente à procura de uma identidade de excelência “nacionalista”, que eu não encontro em nós. Quando digo nacionalista, não quero que seja entendido numa óptica política, mas sim de amor próprio a sua história, raízes como país, como sociedade. E digo-vos, olhando para o que era Espanha há uns anos atrás, quando atravessávamos a fronteira para ir comprar caramelos, mudou muito e em muita coisa. Acho que posso dizer isso – creio que não passa um único mês que não atravesse a fronteira até ao outro lado, nem que seja para ir passear um bocado e regressar.

Sinceramente, não gosto de espanhóis e no entanto uma das minhas tias preferidas é… espanhola, mais propriamente basca e é uma delícia de uma tia!

Mas a Espanha não é só feita de espanhóis matranbuzios e grosseiros, mas sim é feita de histórias de fim de ruas todas coloridas de sardinheiras penduradas nas varandas e marquises, com toldos que cobrem da canícula. De igrejas que só de olhar para os tectos até nos dá falta de ar, ou uma vertigem. De castelos de onde partiram para a reconquista Euricos presbíteros, pendurados em colinas altaneiras ainda lá imponentes, quão guardiões de um passado já longínquo.

É feita de homens e mulheres que saidos das “oficinas” se encontram na “plaza mayor” para tomar um copo de manzanilla no meio de balbúrdia estridente de conversas cruzadas. De fiestas e “férias” onde não podiam faltar touradas, com o seu brilho próprio de excitação, o cheiro a calor humano e ânsia de ver a “faena”.

Mulheres de meia idade, de olhos escuros ainda de dinastias almorávidas, pintadas e vestidas como se cada tarde fosse uma celebração na rua.

Isto é apenas um flash social daquele povo que tem sabido impor a sua personalidade enquanto país que não quer ficar no esquecimento.

Mas não é só deste retrato que a Espanha amadurece. Portugal tem necessidade da estabilidade económica deste país. Enquanto se mantiver aqueles crescimento, que permite ao Sr. Zapatero falar em superavit financeiro, nós aqui conseguimos viver criticando as orientações económico-financeiras que o nosso governo vai fazendo enquanto operações de cosmética, porque daquele lado vêm bons ventos. O pior é quando esse ventos sopram do lado contrário e deixamos de sentir o empurrão da estabilidade espanhola que nos tem levado tantas empresas a mandar para o lado de lá gente que só procura ganhar dinheiro com trabalho, não interessa se esse está a mais de mil quilómetros de Portugal. “Ali dá para ganhar dinheiro”, dizem eles. E dá, ou melhor até há cerca de um ano atrás dava, quando o investimento privado ainda sentia um puxão enorme com as reformas políticas ainda resultantes da explosão de exportações, e deficit imobiliário (motores daquela economia), associados a um reajuste da mão de obra na industria depois de uma década de crise no emprego.

È neste sentido de cumprimento de dever. De querer ficar no pelotão da frente dos países desenvolvidos que a Espanha tem procurado a excelência e manter o espírito do apogeu que viveu com a descoberta das Américas. É aqui que se percebe que a Espanha amadureceu e já não quer ser vista como o país do generalíssimo que a arrastou para uma guerra, como todas as guerras, sem sentido.

E Portugal que faz? Festeja a festa espanhola? Continua a atravessar a fronteira para ir comprar caramelos, ou meter gasolina mais barata?

O que é que nos falta para crescer em excelência, como país, que pretende manter uma identidade lusitana?

Acho que deviamos tirar algumas conclusões deste Europeu, para além de uma bola chutada por um grupo de rapazes mimados e novo ricos, que nos iludem continuamente e nos fazem manter areia nos olhos.

Não gosto de Camões, mas gosto de Pessoa,  de Eugénio de Andrade, de Sophia de Mello Breyner, de Florbela Espanca, de Natália Correia, não pelo que eles escreveram, mas pelo legado adulto e patriótico que nos deixaram.

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Houve alguém que cedo percebeu por onde a civilização navegaria quando serenassem as águas depois do holocausto.

 

Já se ouve pessoas que entendem que “o holocausto foi um mito”.

Procurando evitar qualquer sentimento de mesquinez, masoquismo, ou sadismo, é imperativo que nunca nos esqueçamos do passado que deixámos na história.

Ainda recentemente, no Reino Unido foi retirado dos currículos escolares o assunto do holocausto porque “ofendia” a população mulçumana que afirma que o holocausto nunca aconteceu…

 

Recordo o que Hanna Arendt dizia,

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade  por ele”

 

 

 

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E pronto, foi nisto que deu o maio de 68, a Revolução dos Cravos, o “make love not war” e por aí fora:

Recebo diariamente “mails” de gente indignada com o preço dos combustíveis, com a presença de itens estranhos nas facturas da EDP, a pedirem-me para assinar petições, a informarem-me de que antigos políticos têm profissões empresariais e ordenados condicentes, a  pedirem para me vestir de luto para a semana, a mandarem “cartoons” sobre a desumanidade do regime político chinês e outras coisas assim.

Já estou farta de receber estas tretas.

É que recebo os mesmos convites à indignação, à revolta, muitas vezes repetidamente das mesmas pessoas ou de outras, e eu até compreendo que as pessoas estão indignadas e revoltadas, mas… parece que o máximo de que somos capazes, na nossa fúria (?)  é de fazer “forward”. É que este “forward” afigura-se-me ter pouco futuro como revolução, é, até, um mau nome para a coisa.

Mudar as coisas está nas nossas mãos (já sei, com 39 anos já não devia dizer estas coisas), mas será necessário levantarmo-nos da frente do computador e fazermos coisas a sério. Sei lá, consumir menos, consumir melhor, pedir o livro de reclamações, boicotar a galp e as transmissões dos jogos olímpicos de Pequim. Coisas a sério, já nem digo pôr bombas ou pedir o impossível.

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Não é uma piada.

A Junta de Freguesia da Ericeira, de há uns anos para cá, resolveu recolher porta-a-porta óleos alimentares usados e até já tem “oleões” para a recolha dos mesmos nos seus ecopontos. Os carros do lixo da junta funcionam com o biocombustível que resulta do tratamento desses óleos. Com o dinheiro que se poupou em combustível, apetrecharam escolas; neste momento, cedem o biocombustível que sobra a bombeiros, à Protecção Civil ea instituições de solidariedade.

O que decidu fazer o ESTADO? Dar-lhes um prémio por serem expeditos e ecológicos na resolução dos seus problemas e por pouparem dinheiro em combustível do seu orçamento de 55 mil eutos para o poderem gastar noutras coisas?

Não, não senhor. O estado sentiu-se roubado por, na Ericeira, os representantes do estado e da população não comprarem o dito combustível ao estado e, zumba! , multa de 7 mil euros. Bem feito, que é para aprenderem a não serem espertos! Ainda se o presidente da junta tivesse metido dinheiro num qualquer saco azul, agora poupar dinheiro? Ter preocupações ambientais? Isso não se admite! Bem feito!

Para ver outras actividades imorais da Junta de freguesia da Ericeira, é favor clicar aqui.

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Ah, sei lá, pensa cada um dos nossos governantes:

Colocar aquecimento em todas as escolas deste país? Contratar mais médicos? Subvencionar mais medicamentos? Pôr o Parque Nacional Peneda-Gerês a funcionar a sério? Promover a recuperação do património edificado público e privado? Colocar mais árvores e jardins nos espaços urbanos? Estimular o uso dos tranportes públicos em detrimento do carrinho a gasolina que tanto imposto traz ao Estado? Subsidiar a prática amadorística de desportos pelo maior número de pessaos? Apoiar escritores, músicos, actores?

Não, disse um deles (qual? não se sabe, esse é o tipo de coisas que em Portugal nunca se sabe,  foi sempre o anterior responsável). “Vamos apoiar um condutor de carros da Fórmula 1. Esse, sim, é um desígnio nacional! É uma vergonha internacional não termos o nosso próprio motorista de Ferraris de corrida. Ainda por cima, essas equipas são tão pobrezinhas que, reconhecendo como o tipo conduz bem a 300 km por hora nas curvas, são incapazes de encontrar fundos para lhe pagarem. Ainda por cima, o rapaz JÁ ERA motorista desses carros, até já tinha participado em duas corridas!

Pode-se ler tudo sobre o desperdício destes dois milhões de euritos AQUI. O mais interessante da notícia é este singelo excerto:

“Para se manter nessa competição [Tiago Monteiro, o condutor de bólides] precisou do apoio do Governo português: foi esta a situação com que me deparei”, referiu [Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto] [Ou então] “Havia consequências jurídicas gravíssimas para o piloto, para a equipa, para os próprios patrocinadores que já se tinham envolvido no projecto e para a própria imagem do Estado português.”

E nós a queixarmo-nos de que o Estado não liga nenhuma aos problemas das pessoas. Liga sim, senhor. O piloto, a equipa do piloto e os patrocinadores dos pilotos não são poessoas? Ah, pois, que é que julgam.

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