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Alimento para o pensamento

“The masses are indifferent to individual freedom, liberty of speech; the masses love authority. They are still blinded by the arrogant glitter of power, they are offended by those who stand alone…”

Alexander Herzen

(via The Last Empire, Gore Vidal)

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Fotos da Toscânia

Grafiti na Via San Niccoló.

Grafiti na Via San Niccoló, Florença.

Uma imagem cheia de texto.

“It’s antidemocratic to use people’s fear to push through polices you wouldn’t be able to push through without their consent [in normal circumstances]”.

Sobre o aproveitamento das crises pelos políticos para nos fazerem aceitar o que, de outro modo, seria inaceitável. Via Oeste Bravio.

Óculos de Sol

Hoje acordei cedo e, graças ao Diário da Ana, encontrei esta música fabulosa da Natércia Barreto na net.  Major Tom e , imaginem a coreografia igualmente fabulosa que podíamos fazer (eu já estive a treinar, 😀 ). Toca a clicar na imagem e a abanar o capacete! The Silly Season is on!

O efeito Stendhal

Florença, Siena, Lucca, Pisa, Fiesole. Eu e mais uns milhares de pessoas passámos os últimos quinze dias na Toscãnia. Regressei anteontem e estou ainda em ressaca de beleza (parece que este é conhecido como “o efeito Stendhal”…). Deixo uma imagem de Pisa para se perceber de que raio estou a falar. A foto é do JMS.

O Arno atravessando Pisa.

O Arno atravessando Pisa.

Espectáculo

 

“O segundo touro, Belmonte recebeu-o estático, a meio da praça, nos médios, depois de o ter observado a investir sobre as capas dos espadas da sua quadrilha. Vinha forte e carregado de vida. Vinha desembalado, com uma fúria que nada parecia capaz de travar. Mas ele não se mexeu quando o touro investiu pela primeira vez para a sua verónica. Por cima do ombro, viu-o seguir em frente com o balanço que levava e, então, rodou lentamente sobre os calcanhares, sem sair da mesma posição e voltou a citá-lo. Deixou que ele invadisse os seus terrenos, deixou que o seu corno lhe passasse a centímetros do corpo, sempre sem se mexer, e voltou a fazer o mesmo, por largas, meias verónicas e chicuelinas, até que ele percebesse quem mandava ali, no meio da praça. Depois, retirou-se para as tábuas, ficando a assistir à sorte de bandarilhas. Quando o touro ficou sozinho no centro da praça, castigado mas altivo, Juan Belmonte afastou-se das tábuas, deu uns passos em frente e, com um gesto circular da mão, dedicou o terceiro tércio, que se iria seguir, a toda a assistência. A multidão levantou-se para aplaudir e ainda estava de pé quando ele iniciou o “tércio da morte” e do capote, recebendo o touro com um natural sublime de calma junto às tábuas. E por aí se quedou longo tempo, alternando naturais com derechazos e depois com trin-cheras, da direita para a esquerda. No fim, matou recibiendo, com a mão direita segurando a espada, encostada ao peito e o touro carregando sobre si. A Maestranza levantou-se inteira a um só tempo e os gritos estalaram: “Belmonte, Belmonte!”

 

Não se trata de desprezo algum pela vida animal. Eu não o vejo desse modo. É um espectáculo que também agita pessoas, não de forma divertida, mas por respeito entre dois animais que se defrontam em faena, de forma igual. 

Não tenho intenção de ferir qualquer susceptibilidade, nem mostar mediatismo barato. Apenas estou a aproveitar este espaço para dar também largas ao meu gosto pelo espéctáculo.

Porque não é só futebol espectáculo. Talvez até com mais respeito se consiga aceitar as regras desta luta.

Alguém, por certo o Tempestade, acrescentou à lista de blogues nossos amiguinhos um chamado “O Diário da Ana”. Fui ver o que era e descobri três coisas: que eu conheço a Ana de outros carnavais , que gosto do blogue dela e que, PASMEM-SE!,  os detergentes da roupa podem muito bem ser abolutamente inúteis! Aqui e aqui.

Ora digam lá se isto não é absolutamente extraordinário? Se for verdade, que outras coisas tomaremos como certas, sendo apenas, afinal, gestos dispensáveis cuja única justificação é a… repetição por imitação?

Estou MESMO espantada!!!